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O tal azar da sexta 13

dezembro 4, 2009

Era uma sexta-feira 13 e a Lua já tinha aparecido no céu. Na cidade grande tudo continuava na mesma, nada de abóboras, caveiras, nem fantasmas, até porque isso não passa de um monte de besteiras que o povo inventa. Mas, a tranquilidade se foi e o azar chegou com tudo.

Os carros que passavam eram um bando de gatos pretos e, dessa vez, nem foi preciso passar embaixo da escada, bastou passar por baixo de um viaduto muito bem planejado e super seguro, pra ser atingido por grandes monstros de 85 toneladas. E não é que oito mais cinco é igual a 13?

Enfim, vamos deixar as coincidências de lado. Afinal acidentes acontecem não é mesmo? É claro que agilizar e economizar a grana das obras não tem nada a ver com isso. E o que tem de mais em saber que o material usado não era o combinado na papelada? E, ainda, qual o problema de conhecer mais 13 aberrações, além dessa, e ficar quieto? Nada, tudo normal, porque, como mamãe dizia, em boca fechada…

Agora o importante é compensar o silêncio e, assim, começar o furdunço. A oposição pressiona o Governo para que ele assuma seu erro, o Governo joga a culpa na galera comandada pelo Sr. Paulo Vieira de Souza que, se souber ser tão “político” quanto os primeiros, convencerá o povão de que a grande culpada dessa história foi a macabra sexta 13. O que seria bem simples, Paulinho ergueria um calendário e gritaria aos quatro cantos que todos ficassem sossegados, porque até o final das obras, em Março, a folhinha já tinha se encarregado de evitar o pior. Nada de sextas-feiras 13.

Entretanto, ele nem vai precisar se cansar, afinal ninguém está preocupado com esses espelhos quebrados mesmo. Até porque num país que tem Geisy e sua “turminha da facul”, pensar nos vampiros da política e num pequeno tombinho de três levíssimas vigas do Rodoanel é perda de tempo. A melhor solução é não sair de casa no “dia do azar” e torcer para que nas eleições de Outubro as bruxas não estejam soltas.

 

[Crônica escrita em aula!]

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Um universo de desabafos

outubro 17, 2009

Seus cabelos lembram o fogo. Um fogo que aquece, mas que pode queimar. Seus olhos, castanhos, funcionam como uma arma. Uma arma que despe um inimigo, mas que também pode lhe despir a alma.Seus lábios, carnudos, podem agradar os olhos de quem os vê, mas nem sempre os ouvidos de quem os ouve.

Não é modelo, nem de beleza e nem de magreza. Não é o estereótipo da “garota-propaganda de cerveja”. Entretanto, consegue chamar a atenção. É vaidosa, vaporosa. Um pouco atrapalhada, espalhafatosa.

Cheia de vícios, de manias. Ela bebe, ela dança, ela ri. Ela é tímida, mas não tem vergonha de ser quem ela é. Ela tem mil qualidades. E um milhão de defeitos. Ela é sincera.

É o exagero, o excesso. De palavras, de gritos, de emoções e de sorrisos. Fatalista, pessimista ou pé no chão? Insegura dentro de si e confiante perante os olhos da multidão.

Parece fechada, indiferente, bruta. Truques pra se proteger do mundo, do medo. Conquistar sua confiança é uma tarefa árdua, mas gratificante. Ela é amiga, leal, carinhosa.

De temperamento forte e humor inconstante. Suas reclamações a tornam, de longe, um tanto quanto irritante. Repleta de pensamentos mutáveis e opiniões desconexas. Intrigante.

Quem se dispõe a desvendá-la, se dispõe a mergulhar no mais obscuro dos universos. Seu universo. Um universo de desabafos.

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Que livro sou eu?!

setembro 22, 2009

Andei desaparecida, mas é hora do retorno. Sem previsões de datas, sem prometer assiduidade. Preciso refletir para escrever. Enquanto isso, apenas o resultado de um teste interessante.

Que livro sou eu?!

“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também “A paixão segundo GH”, obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

“Doidas e santas”, de Martha Medeiros

Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando… Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de “Doidas e Santas” (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades.

 

Como boa geminiana um livro apenas não bastaria. Identifiquei-me muito com o resultado, só por isso resolvi publicar… Quem sabe as pessoas conhecem um pouquinho que seja da blogueira que vos fala.

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A morte de um mito

julho 10, 2009

Michael Jackson, 50 anos, negro (?!), cantor, dono de um império incalculável, polêmico, um mito ou…

Michael nasceu com um dom, descoberto ou, até mesmo, imposto por seu pai. Cantar e dançar era algo que indiscutivelmente Michael fazia como ninguém. Embora não fosse fã hei de declarar que ele era, e essa é uma das poucas certezas que se têm a respeito dele, o Rei do Pop.

Um Rei que, embora com tanto sucesso, tanto dinheiro, tinha problemas, tinha fraquezas, tinha medos, tinha falhas, tinha vícios. Vícios esses que podem tê-lo levado à morte. Será?

Para alguns não há dúvidas, Michael afundou-se em seu próprio vício em analgésicos, em morfina, em comprimidos e injeções que deveriam curar quando, na verdade, apenas o deterioraram pouco a pouco. Assim, pode-se dizer que ele “suicidou-se”, que ele buscou gradativamente sua própria morte?

Até na morte Michael foi turbulento, causou polêmica. A polêmica de receituários indevidos, de um médico omisso, de saber quais das polêmicas levantadas em vida eram verdadeiras. Vitiligo ou a “vergonha” de sua etnia? Uma eterna criança ou um pedófilo convicto? Seu velório, uma imensa homenagem ou apenas um grandissíssimo circo armado? Enterrado, cremado? As dúvidas pairavam no ar durante sua vida e continuam pairando após sua morte.

Morte essa que causou muito espanto, muita tristeza, mas, acima de tudo muita, muita audiência para os noticiários. Estariam essas pessoas espantadas com uma morte precoce de alguém que parecia intangível ou apenas esfóricas com os ápices em suas audiências e, consequentemente, com sua lucratividade?

São muitas dúvidas, muitos questionamentos em torno desse “Rei” que era um mito ou…apenas mais um ser humano comum!

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Profissão Repórter: Desafios da Balança.

abril 26, 2009

O programa Profissão Repórter realmente tem se mostrado um dos melhores da programação atual. Não, definitivamente não pretendo, nem de longe, enaltecer a emissora. Mas, tenho o dever de falar de algo tão bom.

Confesso que poucas vezes assisti ao programa do início ao fim , devido ao horário, um tanto inacessível para quem acorda muito cedo. Entretanto, as poucas vezes que me permiti tal “entretenimento” em nada me arrependi.

No último dia 14, cheguei em casa esgotada após duas intermináveis provas na faculdade, porém o assunto me chamou a atenção. Eles iam falar sobre peso, balança, assunto que gira em torno da vida de, praticamente, 99% do “Universo Feminino” e, apesar de uma relutância inicial, resolvi assistir.

O tema vinha apresentado da seguinte forma: “Os desafios da balança: Quando ser gordo ou magro demais se torna uma doença”. A equipe trouxe como desdobramentos Anorexia e Bulimia (os ditos transtornos alimentares) e seu “oposto” (a obesidade mórbida).

Para retratar a Ana (nome dado a Anorexia pelos próprios pacientes que sofrem com a doença), a repórter Júlia Banderia passou um mês no ambulatório do Hospital das Clínicas de São Paulo e registrou o dia-a-dia de pacientes que apresentam esse quadro. Foi dado foco em uma paciente que estava de cadeira de rodas, pois precisava evitar o gasto de energias e, consequentemente, a perda de peso.

Já para registrar a obesidade mórbida, a repórter Gabriela Lian acompanhou o processo prepatório de uma paciente na véspera de sua cirurgia de redução de estômago. Mostrou o quanto também é difícil conviver com a gordura e a dificuldade que a paciente tinha em encarar o espelho.

Por fim para exemplificar a Mia (nome dado a Bulimia pelos próprios pacientes), o novo repórter Felipe Suhre acompanhou os altos e baixos de uma jovem bulímica.

Infelizmente a duração do programa resultou em uma certa superficilidade, mas mesmo assim foi gratificante – como jornalista – ver colegas de profissão demonstrarem tamanha estrutura e sensibilidade na produção de uma reportagem tão complexa e delicada. E, como ser humano, foi extremamente importante entender tais doenças, suas “motivações”, suas consequências.

A quem possa interessar, segue o link do programa:
http://especiais.profissaoreporter.globo.com/programa/

Embora muitos possam não acreditar ou não pensar o mesmo, eu reafirmo: vale muito a pena.

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Brincando de rimar…

abril 10, 2009

Hoje o texto vem em formato diferente. Hoje resolvi brincar de rimar. A brincadeira surgiu de forma surpreendente. Me diverti com o resultado e vim aqui postar.

Não apenas mais uma

Nasceu com a calma do mar e com a pressa da cidade

Os extremos a acompanharam desde então.

Apesar de não planejada, foi amada de verdade

Apesar da menor idade, foi criada sem distinção.

 

Pré-adolescente, provou um primeiro beijo esquisito,

Ganhou amizades e experiências.

Aprendeu com brigas cheias de mágoas e gritos

Teve sua primeira bebedeira e diversas vivências…

 

Sua adolescência chegou carregada de confusões,

Que embaralharam certezas e destruíram conceitos

Um namoro rápido lhe mostrou maravilhas e decepções

Um segredo foi descoberto e originou diversos efeitos.

 

Ela já fez tudo o que tinha direito

Já caiu, mas levantou,

Pois sabe que pra tudo dá-se um jeito.

 

A vida a tornou uma mulher

Mas não apenas mais uma

Ela é imensa, intensa, e sabe o que quer

Ela é demasiada complexa, impossível explica-la em suma.

 Não, eu não acho que sou poeta, não ousaria usar-me de uma afirmação tão absurda. Assim, vos aconselho que abandonem essa humilde blogueira e deleitem-se com Drummond, Clarice e Neruda!

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Eis um pequeno fato: Você vai morrer.

março 16, 2009

O assunto que pretendia tratar traria esse título (o post seria sobre o livro “A Menina Que Roubava Livros” de Markus Zusak e a frase é retirada de tal). Ele – o assunto – mudou, mas, infelizmente, o título ainda lhe cabe.

O jornalismo policial – que me causa tamanho fascínio – trouxe-me duas notícias complicadas nesta última semana. A primeira delas apresentava o seguinte título: “Professora é encontrada morta a facadas dentro de casa em SP”(*), já a segunda dizia: “Adolescente de 17 anos é morta na porta de casa em SP”(*). O porque dessas notícias serem complicadas de serem lidas por mim – uma aspirante à jornalista policial – é simples, eram duas jovens que de alguma forma tinham uma mínima ligação com a jornalista que vos escreve.

Não, elas não eram nem de longe minhas amigas. Mas, morte de amigo de qualquer amigo meu me comove e me faz refletir. Refletir sobre como viver a vida ou sobre como lidar com a morte. Ao “pequeno fato” do título acrescentaria algumas palavras “Você vai morrer e, antes disso, você perderá alguém”. Minha preocupação sempre foi com a perda, pois é difícil lidar com a ideia de que a partir de certo dia você não poderá mais ver um único sorriso de um certo alguém.

Mas, procurarei poupar-lhes de minhas reflexões sobre morte, sobre perda. E abordo a partir daqui as circunstâncias dos casos e a semelhança principal entre os mesmos.

Eis as circunstâncias dos fatos: O primeiro trata-se do assassinato de Priscila Tavares Ramos, que com 23 anos e, após ser espancada, foi morta no dia 07 de março com 17 facadas (na cozinha de sua casa) por seu namorado. O segundo trata-se do assassinato de Bruna Ramos de Souza, que com 17 anos foi morta com um tiro no rosto (na porta de sua casa) por seu ex-namorado.

E agora a cruel semelhança entre eles: As duas eram jovens, bonitas, esforçadas e com uma bela vida pela frente. Isso se não tivessem dado de frente e mantido um relacionamento com seus futuros assassinos.

Assassinos também jovens, frios, perversos, maldosos. Sim, as caracteríscas são essas. E que não me aleguem desequilíbrio (chegaria a ser obsceno aos meus ouvidos). Peço desculpas pelo extremismo, mas, em minha humilde concepção, desequilibrado é aquele que almeja ou põe em prática o ato de suicidar-se. Cogitar ou, de fato, acabar com a própria vida, isso sim, é resultado de um desequilíbrio. Agora assassinar, atirar, dar incansáveis 17 facadas em alguém, isso pra mim é brutalidade, crueldade, praticamente diabólico.

Porém, o que me entristece ainda mais é saber que, provavelmente, eles não serão presos. E se o forem, que isso não durará nem um terço do que merecem e, tão pouco, machucará tanto quanto a dor da perda de Priscila e Bruna.

Mas, como também não estou aqui para apontar todas as falhas de nossa retrógrada Constituição deixo apenas um único consolo aos familiares e verdadeiros amigos de ambas. Eis um singelo consolo: A justiça humana é sim pequena e duvidosa, mas a divina além de enorme é indubitável e o que conta agora é a coragem de seguir em frente!

(*) Títulos das notícias publicadas no portal Terra, respectivamente, em 08 e 12 de março de 2009.

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Quem são os bichos?!

fevereiro 16, 2009

Caminho traçado, curso de graduação escolhido, aprovação no vestibular e a primeira semana das tão esperadas aulas. Chega o grande dia, você dá um tchau para seus pais que torceram tanto para isso e chega à universidade. Algumas risadinhas, algumas brincadeiras, a famosa gozação… tudo isso seria comum, não fossem as agressões.

Sabe aquela frase que todos ouviram de suas mães quando crianças: “Pára com essa brincadeira de mão, porque isso não dá certo”. Parece que nem todos entenderam que mamãe tinha razão. Chega a ser medíocre ver esses universitários – futuros médicos, professores, advogados – agindo com tamanha brutalidade.

A ideia do trote solidário (pouco aderida) é fabulosa, mas é muito ‘boazinha’ para os tão superiores veteranos. Qual a graça de fazer o bem a terceiros se na verdade o objetivo é humilhar os demais? Pra que fazer uma criança sorrir se é muito mais divertido chutar e chicotear os patéticos calouros?

Chega a ser constrangedor assistir uma jovem grávida de três meses declarar que tomou um banho de creolina – material utilizado em animais – e acabou repleta de queimaduras de 2º grau, porque sua medíocre ‘coleguinha’ alega que ela é um bicho mesmo.

Mas, infelizmente, já sabemos que a justiça de nossa pátria continua a não ser tão eficaz, e que não teremos a honra de assistir tais ‘coleguinhas’ dentro de ‘jaulas’ como bichos que ELES são.

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BBB… A novela das 22h!

janeiro 24, 2009

A novela anual da Rede Globo começou há alguns dias e agora teremos três meses pela frente até o vencedor do milhão. Entretanto, seria muita hipocrisia de minha parte vir aqui simplesmente para emporcalhar a emissora. Acho até engraçado pessoas que dizem que não “perdem seu precioso tempo” assistindo “àquela porcaria” e se dispõe a falar mal. Se ninguém assistisse, se todos fizessem jus às suas próprias críticas, com certeza o capitalismo da emissora já teria banido tal programação. Eu, por exemplo, só falo mal do que entendo, do que vivencio, do que assisto. Sim… eu assisto BBB!

Uma “futura jornalista” assistindo a “um lixo da programação da tv brasileira”?! Sim. E sem vergonha nenhuma em dizer isso. O programa pode ser combinado, cheio de personagens com frases feitas e reações calculadas, mas não é isso que ocorre quando assistimos a um filme ou novela? Me sinto assistindo à novela das 22h00 da Globo. Com vilões, mocinhos, o núcleo cômico, o dramático e o sem emoções. Assisti todos, pelo menos alguns “episódios”, achei graça das palhaçadas, senti ódio dos malvadinhos e, talvez, ainda mais dos coitadinhos.

É interessante também poder observar os seres humanos, não os de dentro da casa, mas os de fora, o público. É fantástico analisar discussões sobre o que agrada e o que desagrada, é digno de aplausos ouvir debates na manhã de quarta-feira (dia após a eliminação) do que é justo ou não, e mais ainda de presenciar o alarde que alguns fazem ao suspeitar que tal fulana seja lésbica (sem o menor preconceito claro) ou da indignação de tantos outros ao ver uma encenação de strip tease (como se o povo brasileiro fosse o mais pudico do mundo).

Porém, a única certeza que todos podemos ter é que no final desses três meses teremos um milionário, um jovem “talento” para incluir na próxima novela das 20h. Teremos também uma apresentadora, uma rainha de bateria, uma capa da Playboy e, quem sabe, se tratando dessa edição, uma nova mulher-fruta. Mas, o melhor de tudo é que não poderemos criticar algo que é mera conseqüência. Porque todos eles terão um fã-clube, serão famosos, “intocáveis”, pois carregarão um “título de nobreza” antes ou depois de seus nomes… ex-BBB.

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Retrospectiva 2008

janeiro 11, 2009

Não, hoje o texto não traz polêmicas, nem ao menos é um assunto freqüente. Talvez seja até incoerente postar isso por aqui, mas o texto de hoje nada mais é do que uma retrospectiva do ano de 2008 da “autora” que vos escreve.

Hoje parei para refletir, apesar do pouco tempo que tive nesse início de ano no que fiz e no que deixei de fazer em 2008. E não é que cheguei a surpreendentes conclusões?!

O começo de ano foi um tanto quanto traumático. A 2ª fase do vestibular da Fuvest foi triste, mas apesar de “reprovada” aprendi. Aprendi que nem sempre tudo sai como planejamos e algumas vezes temos que criar forças para levantar e seguir em frente. E assim foi…

Os meses passaram e completei 18 anos… ai ai… tanta espera por essa data e nada de tão novo, mas a festa foi ótima e, apesar de algumas ausências sentidas, as presenças me trouxeram uma felicidade imensurável.

Então o meio do ano chegou e os afazeres de gente grande também… cadastro no Prouni! Deixada de lado na 1ª pré-seleção, pré-selecionada na segunda… mas cadê a coragem de tentar?! É aí que percebemos que algumas pessoas não são colocadas ao nosso lado por acaso. Meus pais como sempre me incentivaram, me impuseram uma coragem que nem eu sabia se tinha. Imagina a dor de aturar uma segunda “reprovação” no mesmo ano. Não…aquilo não seria fácil. Mas, outras pessoas surgiram e novamente um aprendizado. Aprendi que se não se tenta, não se consegue…que se não se dispõe a enlamear os pés na terra molhada não se conhece o prazer de entrar em contato com a natureza. Deu certo! Enfim a faculdade viria!

Comunicação Social… uma certeza há anos! Engraçado foi perceber que sim, eu havia feito a escolha certa! Apesar de cansativas, as aulas foram fascinantes. Alguns infortúnios com certos olhares esnobes, com professores relativamente tediosos, em contrapartida amizades lindas, divertidas, carinhosas (espero que os outros não me interpretem mal, mas tenho que citar um nome em letras garrafais…ALINE quanta afinidade não é mesmo?!) e no final deste ciclo…depois de muito esforço…algumas notas louváveis!

Isso sem falar no trabalho cada vez mais cansativo, porém que a cada dia me trouxe um aprendizado. Cresci como profissional e, acima de tudo, como ser humano. Aprendi a relevar, a me concentrar, a brigar com meu sono e, principalmente, com meus instintos (de gritar de ódio ou de chorar de raiva… sim esses sentimentos também me dominam algumas vezes).

2008… crescimento, amadurecimento, tristezas, choros, sorrisos, diversões, amizades, “amantes”, amores… e um desejo de muito, mas muito mais para 2009!

E sim… o ano já começou “DAQUELE JEITO“…

(Espero que compreendam que precisava desabafar um pouco sobre meu particular… próximo post provavelmente mais genérico!)