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Ninfomania: quando o prazer vira doença

fevereiro 12, 2011

Depravação, tara, sacanagem, falta de vergonha. Ainda hoje, os desejos sexuais são associados à perversão e, por isso, pessoas que apresentam alguma patologia sexual são rotuladas e vistas de maneira deturpada por grande parte da sociedade.

Ao contrário do que o senso comum afirma a ninfomania não é sem-vergonhice. A falta de informação ou, simplesmente, o excesso de pudor para aceitar obter informações sobre o assunto, ajudam a nutrir o preconceito e, consequentemente, dificultam o acesso à solução desse problema.

A ninfomania é uma doença de ordem psiquiátrica que, segundo estimativas do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), atingia, até 2009, 5% da população brasileira. Caracterizada pelo desejo sexual compulsivo, ela atinge homens e mulheres sem distinção de idade ou classe social. A pessoa acometida pela doença preocupa-se a tal ponto com suas atividades sexuais que acaba por prejudicar outras atividades diárias, além de seus relacionamentos afetivos. Assim como outros vícios, a compulsão sexual é “diagnosticada” quando a pessoa não consegue controlar seus impulsos. No entanto, é importante salientar que a falta de controle sobre os impulsos sexuais não faz do ninfomaníaco um estuprador em potencial.

Não existe um número exato de relações sexuais para o diagnóstico da doença. Entretanto, a falta de concentração em atividades cotidianas, em função de pensamentos e desejos eróticos, costuma ser um fator crucial para que se possa identificá-la.

Como no caso de toda doença psíquica é indicado o tratamento com o psiquiatra ou terapeuta. Grupos de apoio, como o grupo Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa), também têm se mostrado importantes e eficientes. Em casos extremos, o uso de medicamentos – inibidores de desejo sexual – e, até mesmo, internações se mostram necessários para a contenção de riscos, principalmente a saúde do próprio paciente.

Segundo especialistas, a ninfomania não tem cura, apenas tratamentos que diminuem e inibem a compulsão. Infelizmente, a busca por ajuda normalmente só ocorre quando as atividades e o convívio com familiares e pessoas próximas estão fortemente prejudicados.

É de suma importância que a sociedade entenda e, acima de tudo, compreenda o que é a compulsão sexual, possibilitando então que os ninfomaníacos assumam sua doença e possam se tratar sem medo de serem julgados e condenados por seu vício.

Por: Luna Àghata

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O aumento da perplexidade

fevereiro 5, 2011

A difícil situação de milhares de cidadãos da cidade de São Paulo foi piorada, no último dia 05, com um aumento de 11% na tarifa do ônibus. O preço da condução, que já era visto como abusivo por grande parte dos usuários, aumentou a perplexidade dos paulistanos que foram atingidos, em janeiro do ano passado, pela alteração da mesma tarifa.

O reajuste, acima da variação de outros preços, deve pesar no bolso dos paulistanos e se mostra bastante inapropriado, uma vez que ajuda a manter a passagem cobrada em São Paulo entre as mais caras das capitais brasileiras e a aumentar o índice de inflação.

Diante do valor atualizado, todas as antigas críticas feitas às linhas de ônibus voltam à tona. Os trabalhadores, principais prejudicados com o novo preço, começam novamente a questionar se o dinheiro desembolsado, finalmente, será convertido em melhorias ou se devem continuar sofrendo com os já conhecidos problemas: a superlotação dos transportes, os atrasos das linhas e as más condições dos veículos.

Por: Luna Àghata

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Individual, imoral e imperfeita

janeiro 25, 2011

Enlouqueço ao pensar o quanto as pessoas imaginam que me conhecem. Não, meu nome não te diz quem eu sou. Ah, você não sabe só meu nome? Certo, mas quem foi que te disse que minha idade, meu sexo, meu trabalho ou até mesmo os óculos que uso te dão indícios de quem eu seja? Sim, eu nego novamente. Você não teria a ousadia de me conhecer.

Não a mim, que sou repleta de excessos, manias, problemas. Composta por angústias, medos, inseguranças. Que tenho crises de riso, de tristeza, de mau humor. Que falo bobagem, maldade e palavrão. Que dou risada por nada e que choro por tudo. Que sou desastrada, desligada, desorientada.

Logo eu que gosto de ler revista de fofoca, cadernos policiais e livros espirituais. Que não critico os que bebem, os que dançam sensualmente ou os que praticam sexo. Porque, sim, eu faço tudo isso. Que não me choco ao ver um casal se beijando, seja ele hétero ou homossexual, porque gosto de pessoas e acho lindo o amor entre elas.

Eu, eu que grito, pulo, canto. Que viajo, interajo e me recolho. Que respiro, suspiro, arrepio. Que dou carinho, abraço, amasso. Que sou assim e que não conseguiria ser diferente.

Não, você não aguentaria me conhecer. Não suportaria ver tão de perto tantos defeitos, entrar em contato com tantas falhas e deformidades. Não poderia apreciar alguém assim, tão individual, imoral e imperfeita.

Por: Luna Àghata

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Verônica

julho 16, 2010

Ela estava ali, sentada no mesmo lugar, imersa em seus pensamentos distantes. Verônica mergulhara no silêncio para ouvir o que seu coração gritava constantemente. Ela precisava mudar.

Imóvel em seu quarto, flashes dos últimos anos de sua vida mostravam o que ela se negava a admitir. Ela estava só, dolorosamente só.

A solidão que assombrava Verônica era das mais temidas, ela era rodeada pela família, pelas amigas e por alguns instáveis pretendentes. Sempre fora bem relacionada, chamava atenção por nunca estar calada, por ter sempre uma companhia a tiracolo . Mas, era solitária.

Há alguns meses, Verônica tentara relacionar-se com um ou dois rapazes. Tão logo apaixonara-se, tão logo desistira. Era uma mulher determinada, sabia o que queria e, por isso, não exitava em afastar-se de alguém quando notava que a dor estava se aproximando de seu coração.

Aprendera que deveria ser forte na frente dos demais. Perdera seu tempo preocupada em unir inteligência com beleza, doçura com firmeza, inocência com sensualidade. E, até agora, continuara sem ninguém. Chegara a conclusão de que ensiram-lhe a maneira errada de tentar ser feliz.

Agora, enfim, cansara-se de todos os artifícios de conquistas, de todos os jogos de sedução. Resolvera virar a página, abandonar a armadura que lhe fizera forte por todos esses anos. Uma força que nunca existiu. Decidira ser ela mesma, encarar a todos de cara limpa, de alma lavada. Mostrar-se frágil, carente, triste. Assumir-se humana, talvez pela primeira vez.

Por: Luna Àghata

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Recomeçando…

julho 16, 2010

Será que ainda sei postar? Será que ainda tenho ideias sobre as quais escrever? Será que ainda tenho palavras que fazem sentido? É o que veremos nos próximos dias…

Recomeçar? Sim, é sempre possível. Uma, duas, dez vezes. Recomeçar um relacionamento, uma amizade, uma história. Recomeçar significa mudar tudo ou utilizar a mesma base e mudar apenas a trajetória?

Embora ainda não saiba ao certo como fazer, estou aqui. Pretendendo apenas recomeçar minhas histórias…

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A Cabana

março 1, 2010

O ser sempre transcende a aparência. Assim que você começa a descobrir o ser que há por trás de um rosto muito bonito ou muito feio, de acordo com seus conceitos e preconceitos, as aparências superficiais somem até simplesmente não importarem mais” (A Cabana, William P. Young)

 

Publicar aqui que “A Cabana” foi o melhor livro que já li, apenas por se tratar de um livro bem visto, seria uma hipocrisia sem tamanho. Mas, salvo alguns de seus capítulos dos quais pode-se tirar bons trechos (como o que mencionei acima).

O livro tem uma ideia inicial interessante, mas cai em sua própria armadilha ao massacrar o leitor com frases “ditas” por Deus, Jesus e Espírito Santo, ou, Papai, Jesus e Sarayu, respectivamente.

O início caminha bem até o encontro na cabana. A história é quase que deixada de lado para um turbilhão de ensinamentos do Senhor. Embora não esteja aqui para questionar os religiosos de plantão, acredito que para o enredo seria mais vantajoso que os ensinamentos fossem melhor agregados ao texto.

O final do livro é bom (para aqueles conseguem chegar até ele!). Entretanto, confesso que dispenso a hipótese de ler, tão cedo, sua “continuação”.

Talvez acabe apedrejada por criticar um best-seller, mas… opiniões são opiniões.

Por: Luna Àghata

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O tal azar da sexta 13

dezembro 4, 2009

Era uma sexta-feira 13 e a Lua já tinha aparecido no céu. Na cidade grande tudo continuava na mesma, nada de abóboras, caveiras, nem fantasmas, até porque isso não passa de um monte de besteiras que o povo inventa. Mas, a tranquilidade se foi e o azar chegou com tudo.

Os carros que passavam eram um bando de gatos pretos e, dessa vez, nem foi preciso passar embaixo da escada, bastou passar por baixo de um viaduto muito bem planejado e super seguro, pra ser atingido por grandes monstros de 85 toneladas. E não é que oito mais cinco é igual a 13?

Enfim, vamos deixar as coincidências de lado. Afinal acidentes acontecem não é mesmo? É claro que agilizar e economizar a grana das obras não tem nada a ver com isso. E o que tem de mais em saber que o material usado não era o combinado na papelada? E, ainda, qual o problema de conhecer mais 13 aberrações, além dessa, e ficar quieto? Nada, tudo normal, porque, como mamãe dizia, em boca fechada…

Agora o importante é compensar o silêncio e, assim, começar o furdunço. A oposição pressiona o Governo para que ele assuma seu erro, o Governo joga a culpa na galera comandada pelo Sr. Paulo Vieira de Souza que, se souber ser tão “político” quanto os primeiros, convencerá o povão de que a grande culpada dessa história foi a macabra sexta 13. O que seria bem simples, Paulinho ergueria um calendário e gritaria aos quatro cantos que todos ficassem sossegados, porque até o final das obras, em Março, a folhinha já tinha se encarregado de evitar o pior. Nada de sextas-feiras 13.

Entretanto, ele nem vai precisar se cansar, afinal ninguém está preocupado com esses espelhos quebrados mesmo. Até porque num país que tem Geisy e sua “turminha da facul”, pensar nos vampiros da política e num pequeno tombinho de três levíssimas vigas do Rodoanel é perda de tempo. A melhor solução é não sair de casa no “dia do azar” e torcer para que nas eleições de Outubro as bruxas não estejam soltas.

Por: Luna Àghata 

 

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Um universo de desabafos

outubro 17, 2009

Seus cabelos lembram o fogo. Um fogo que aquece, mas que pode queimar. Seus olhos, castanhos, funcionam como uma arma. Uma arma que despe um inimigo, mas que também pode lhe despir a alma.Seus lábios, carnudos, podem agradar os olhos de quem os vê, mas nem sempre os ouvidos de quem os ouve.

Não é modelo, nem de beleza e nem de magreza. Não é o estereótipo da “garota-propaganda de cerveja”. Entretanto, consegue chamar a atenção. É vaidosa, vaporosa. Um pouco atrapalhada, espalhafatosa.

Cheia de vícios, de manias. Ela bebe, ela dança, ela ri. Ela é tímida, mas não tem vergonha de ser quem ela é. Ela tem mil qualidades. E um milhão de defeitos. Ela é sincera.

É o exagero, o excesso. De palavras, de gritos, de emoções e de sorrisos. Fatalista, pessimista ou pé no chão? Insegura dentro de si e confiante perante os olhos da multidão.

Parece fechada, indiferente, bruta. Truques pra se proteger do mundo, do medo. Conquistar sua confiança é uma tarefa árdua, mas gratificante. Ela é amiga, leal, carinhosa.

De temperamento forte e humor inconstante. Suas reclamações a tornam, de longe, um tanto quanto irritante. Repleta de pensamentos mutáveis e opiniões desconexas. Intrigante.

Quem se dispõe a desvendá-la, se dispõe a mergulhar no mais obscuro dos universos. Seu universo. Um universo de desabafos.

Por: Luna Àghata

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Que livro sou eu?!

setembro 22, 2009

Andei desaparecida, mas é hora do retorno. Sem previsões de datas, sem prometer assiduidade. Preciso refletir para escrever. Enquanto isso, apenas o resultado de um teste interessante.

Que livro sou eu?!

“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também “A paixão segundo GH”, obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

“Doidas e santas”, de Martha Medeiros

Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando… Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de “Doidas e Santas” (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades.

 

Como boa geminiana um livro apenas não bastaria. Identifiquei-me muito com o resultado, só por isso resolvi publicar… Quem sabe as pessoas conhecem um pouquinho que seja da blogueira que vos fala.

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A morte de um mito

julho 10, 2009

Michael Jackson, 50 anos, negro (?!), cantor, dono de um império incalculável, polêmico, um mito ou…

Michael nasceu com um dom, descoberto ou, até mesmo, imposto por seu pai. Cantar e dançar era algo que indiscutivelmente Michael fazia como ninguém. Embora não fosse fã hei de declarar que ele era, e essa é uma das poucas certezas que se têm a respeito dele, o Rei do Pop.

Um Rei que, embora com tanto sucesso, tanto dinheiro, tinha problemas, tinha fraquezas, tinha medos, tinha falhas, tinha vícios. Vícios esses que podem tê-lo levado à morte. Será?

Para alguns não há dúvidas, Michael afundou-se em seu próprio vício em analgésicos, em morfina, em comprimidos e injeções que deveriam curar quando, na verdade, apenas o deterioraram pouco a pouco. Assim, pode-se dizer que ele “suicidou-se”, que ele buscou gradativamente sua própria morte?

Até na morte Michael foi turbulento, causou polêmica. A polêmica de receituários indevidos, de um médico omisso, de saber quais das polêmicas levantadas em vida eram verdadeiras. Vitiligo ou a “vergonha” de sua etnia? Uma eterna criança ou um pedófilo convicto? Seu velório, uma imensa homenagem ou apenas um grandissíssimo circo armado? Enterrado, cremado? As dúvidas pairavam no ar durante sua vida e continuam pairando após sua morte.

Morte essa que causou muito espanto, muita tristeza, mas, acima de tudo muita, muita audiência para os noticiários. Estariam essas pessoas espantadas com uma morte precoce de alguém que parecia intangível ou apenas esfóricas com os ápices em suas audiências e, consequentemente, com sua lucratividade?

São muitas dúvidas, muitos questionamentos em torno desse “Rei” que era um mito ou…apenas mais um ser humano comum!

Por: Luna Àghata

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