
A Cabana
março 1, 2010“O ser sempre transcende a aparência. Assim que você começa a descobrir o ser que há por trás de um rosto muito bonito ou muito feio, de acordo com seus conceitos e preconceitos, as aparências superficiais somem até simplesmente não importarem mais” (A Cabana, William P. Young)
Publicar aqui que “A Cabana” foi o melhor livro que já li, apenas por se tratar de um livro bem visto, seria uma hipocrisia sem tamanho. Mas, salvo alguns de seus capítulos dos quais pode-se tirar bons trechos (como o que mencionei acima).
O livro tem uma ideia inicial interessante, mas cai em sua própria armadilha ao massacrar o leitor com frases “ditas” por Deus, Jesus e Espírito Santo, ou, Papai, Jesus e Sarayu, respectivamente.
O início caminha bem até o encontro na cabana. A história é quase que deixada de lado para um turbilhão de ensinamentos do Senhor. Embora não esteja aqui para questionar os religiosos de plantão, acredito que para o enredo seria mais vantajoso que os ensinamentos fossem melhor agregados ao texto.
O final do livro é bom (para aqueles conseguem chegar até ele!). Entretanto, confesso que dispenso a hipótese de ler, tão cedo, sua “continuação”.
Talvez acabe apedrejada por criticar um best-seller, mas… opiniões são opiniões.
Por: Luna Àghata
Li o livro. Gostei.
Talvez o autor seja um tanto presunçoso ao pôr frases na boca de Deus, Jesus e Espírito Santo. A idéia do enredo, porém, é muito interessante.
Destaco o conceito de forças superiores que temos. O autor soube tratar isso bem. Não é culpa de ninguém, é pura questão de meio social em que estamos inseridos.
É uma história de redenção. Muitas vezes, perdemos ou andamos contra a fé, culpando Deus (seja o meu, o seu, o de outrem) por nossos erros, fracassos e desejos ainda não realizados. Mas sempre há “cabanas” onde podemos recomeçar, nos perdoar, ou continuar.